quinta-feira, 15 de março de 2012

Workshop Terapia Relacional Sistemica




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quinta-feira, 8 de março de 2012

A nova face das drogas de abuso - Parte 1

Fonte: Medscape
Tradução e Edição: Daniel Augusto Corrêa Vasques






Nota do Editor:

O abuso de drogas continua sendo um importante problema de saúde pública mundial, visto que as pessoas continuam a usar e abusar das drogas "da velha guarda", como álcool, maconha, cocaína e opiáceos. No topo das notícias ultimamente, no entanto, têm estado substâncias que atraem novos usuários potenciais com promessas de "baratos bons" e de fácil acesso através da Internet.

Os médicos precisam estar cientes das tendências emergentes no consumo de álcool e de outras drogas, especialmente se eles não estão atualizados sobre as novas drogas recreativas em cena em suas próprias comunidades.

Como podem os médicos a identificar e gerenciar a "nova face das drogas de abuso"? Este artigo fornece aos provedores de cuidados de saúde uma introdução rápida para os desafios colocados por pacientes clínicos usando e abusando de substâncias novas.

Imagens cortesia de Wikicommons e Getty Images / Thinkstock



Sais de Banho - MDPV, mefedrona (Rosenbaum CD, et al.)


O que são essas drogas?


"Os sais de banho" podem vir na forma de um pó branco ou de cristais para adicionar à água do banho, mas o termo realmente refere-se a anfetaminas e catinonas (derivados sintéticos do estimulante encontrado na planta khat) que são vendidos em embalagens clandestinas para evitar a detecção por agentes da lei. MDPV e mefedrona frequentemente são os compostos ativos, com efeitos semelhantes aos do ecstasy (MDMA). Termos de rua encontrados referentes aos nomes de produtos incluem drone, bolhas, miau miau, MCAT, Ivory Wave (Onda de Marfim), Vanilla Sky, Cloud 9 (Nuvem 9), Red Dove (Andorinha Vermelha), White Rush (Aceleração Branca).


Quem corre maior risco?


A utilização é mais prevalente entre os adolescentes e adultos jovens que desejam evitar a detecção de drogas, enquanto desfrutam o que costumava ser um "barato legal." Antes de os agentes do DEA (Drug Enforcement Administration) agirem para tornar os sais de banho ilegais em setembro de 2011, essas substâncias eram vendidas em postos de gasolina, lojas de conveniência (lojas de varejo de drogas e parafernálias), e lojas de discos. Os usuários ainda podem comprar os produtos on-line.

Imagem cortesia de New Jersey Divisão de Defesa do Consumidor





Apresentação Clínica

Efeitos simpaticomiméticos (pulsação elevada, por exemplo, e aumento de pressão arterial; sudorese, agitação, e, com uso de longo prazo, características psicóticas) podem predominar.

Disponibilidade de monitoramento/dosagem

Catinonas não aparecerão nos imunoensaios padronizados para drogas de abuso (DOA). Anfetaminas podem ser detectadas com imunoensaio DOA, e ambas as substâncias são detectáveis ​​através de análiseespectrometria de massa com cromatografia gasosa(GC-MS).


Resumo de Manejo dos Pacientes


A abordagem inclui medidas de suporte. Os benzodiazepínicos são úteis para agitação e psicose. Os pacientes que usaram anfetaminas como MDMA podem apresentar sintomas serotoninérgicos que requerem cuidados de suporte ou tratamento com benzodiazepínicos ou ciproheptadina. Pacientes com agitação intensa e alterações de sinais vitais podem exigir um acompanhamento intensivo.

Imagens cortesia da Getty Images / Thinkstock e Wikicommons




Alternativas herbais: maconha e canabinóides sintéticos (Rosenbaum CD, et al.)


O que são?

Estes "incensos" contêm matéria planta herbácea adulterada com canabinóides sintéticos e são normalmente fumados. Baybean (feijão da costa), feijão de praia, lótus azul, orelha/rabo de leão, dagga selvagem, índio guerreiro, e capacete de anão são exemplos de ingredientes à base de plantas. Canabinóides sintéticos incluem JWH-018/073/200, CP-47, 497, e RCS-4. Spice, K2, Chill Zone, Sensation, Chaos, Thunder asteca, Red Merkury, e Zen são algumas das marcas comuns.

Quem corre maior risco?

Os usuários normalmente variam entre 14 a 50 anos. Embora 5 canabinóides sintéticos sejam agora ilegais nos Estados Unidos, esses produtos ainda estão amplamente disponíveis em postos de gasolina e headstores e através da Internet, devido a reformulações para contornar a proibição federal. Militares e outros que são submetidos regularmente a testes de drogas (por exemplo, para a maconha) sabem que essas "drogas legais" podem ser indetectáveis.


Imagem cortesia de Wikicommons




Apresentação Clínica


Os efeitos clínicos incluem hipertensão, taquicardia, náuseas, vômitos, agitação, ansiedade, paranoia, convulsões e ideação suicida.

Disponibilidade de monitoramento

Canabinóides sintéticos são indetectáveis ​​usando imunoensaios padrão DOA dirigidos a tetrahidrocanabinol, o ingrediente ativo da cannabis. Análise por GC-MS pode identificar canabinóides sintéticos específicos na urina de um paciente, mas apenas em circunstâncias altamente restritivas.


Resumo do Manejo do Paciente


O manejo inclui medidas de suporte. Os sintomas são normalmente de curta duração (menos de 24 horas), mas em alguns casos foi necessária pressão positiva das vias aéreas em dois níveis e internação em unidade de cuidados intensivos por insuficiência respiratória (Rosenbaum CD. Dados não publicados).

Imagem cedida por Getty Images / Thinkstock



Salvia divinorum (Rosenbaum CD, et al.)

O que é?

Salvia divinorum, uma erva alucinógena, pertencente à família de hortelã, contém o alucinógeno salvinorina A. Tradicionalmente, os índios Mazateca de Oaxaca, México, mastigavam ou fabricavam Salvia divinorum como chá para facilitar encontros espirituais; só que agora está sendo utilizada para fins recreativos em todo o mundo. Salvinorina A se torna inativa após a ingestão; como resultado, os usuários que procuram um "barato" devem mastigar ou fumar as folhas.

Quem corre maior risco?


Os adultos jovens, adolescentes e qualquer pessoa com acesso à Internet que está interessada em evitar a detecção de drogas através deste "barato legalizado" (em alguns estados) são considerados de maior risco.


Imagem cortesia de Wikicommons




Apresentação Clínica

Os usuários relatam potentes efeitos alucinógenos tanto de olhos abertos como de olhos fechados. Ao contrário de outros alucinógenos, a salvinorina A não tem atividade serotoninérgica. Em vez disso, a sua afinidade para o receptor kapa opióide pode causar sedação, analgesia, hipomotilidade gastrointestinal, aversão, e depressão.

Disponibilidade de monitoramento da droga

Salvinorina A não é detectada por imunoensaios padrão DOA. Salvinorina A pode ser detectada na urina e saliva, através de análise por GC-MS.

Resumo Manejo de Pacientes


O manejo inclui medidas de suporte. Como a salvinorina A atua apenas nos receptores kappa opióides, em teoria, não deve causar depressão respiratória, apesar de ser prudente a monitorização respiratória.

Imagem cortesia de Wikicommons


Breve: Parte 2

terça-feira, 6 de março de 2012

Pais e filhos com TOC podem se inscrever em estudo do Hospital das Clínicas

O intuito é avaliar se distúrbio é hereditário e encontrar medidas de prevenção

Do R7

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Criaças e adolescentes com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) podem participar de uma seleção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP para fazerem parte de um estudo, que visa encontrar uma prevenção para o distúrbio.

A ideia é ver se há relação entre o fato de os pais terem TOC, ou outros transtornos de ainsiedade, com a chance de seus filhos também terem os mesmos sintomas. Caso encontrada alguma semelhança, tentar encontrar formas de prevenção.

Podem participar pais com os transtornos comprovados por médico psiquiatra e que tenham filhos com idade entre 3 e 17 anos. Crianças nesta faixa etária sem a patologia, mas com irmãos que apresentem os sintomas, também podem participar.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os interessados devem ligar para (11) 2661-7594 e deixar recado com nome, telefone e melhor horário para contato. Ou enviar email para priscilachacon@usp.br.




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Location:Av. Conselheiro Rodrigues Alves,São Paulo,Brasil

Ansiedade: Perguntas e Respostas

Por Dr. Antônio Egídio Nardi
Professor Adjunto do Instituto de Psiquiatria, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pesquisador do CNPq.
Coordenador do Laboratório de Pânico & Respiração - UFRJ
O que é ansiedade ?
A ansiedade é um sinal de alerta, que permite ao indivíduo ficar atento a um perigo iminente e tomar as medidas necessárias para lidar com a ameaça. Portanto é um sentimento útil. Sem ela estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido. É algo que está presente no desenvolvimento normal do ser humano, nas mudanças e nas experiências novas e inéditas. A ansiedade permite a um ator que estreará uma nova peça, ensaiar o suficiente para ter maior segurança e, conseqüentemente, menor ansiedade; ou então que um jovem se prepare demoradamente e até com vários detalhes irrelevantes para um encontro amoroso. Após algum tempo, a preparação para o encontro com uma antiga namorada se torna quase desnecessária, já que não há mais ansiedade.
Como surge a ansiedade?
A ansiedade pode surgir repentinamente, como no pânico, ou gradualmente, ao longo do tempo, que pode variar de minutos a dias. A duração da ansiedade pode variar de alguns segundos a anos e sua intensidade pode variar do muito leve ao gravíssimo. A ansiedade pode ser aumentada por um sentimento de vergonha: "Os outros notaram que estou nervoso". Alguns ficam surpresos ao notarem que os outros não perceberam sua ansiedade ou não notaram a sua intensidade.
Como é a ansiedade normal?
A ansiedade normal é uma sensação difusa, desagradável, de apreensão, acompanhada por várias sensações físicas: mal estar epigástrico, aperto no tórax, palpitações, sudorese excessiva, cefaléia, súbita necessidade de evacuar, inquietação etc. Os padrões individuais físicos de ansiedade variam amplamente. Alguns indivíduos apresentam apenas sintomas cardiovasculares, outros apenas sintomas gastrintestinais, há aqueles que apresentam apenas sudorese excessiva. A sensação de ansiedade pode ser dividida em dois componentes:
a consciência de sensações físicas, e
a consciência de estar nervoso ou amedrontado.
Quando a ansiedade é anormal?
A ansiedade anormal ou patológica é uma resposta inadequada a determinado estímulo, em virtude de sua intensidade ou duração. Diferentemente da ansiedade normal, a patológica paralisa o indivíduo, traz prejuízo ao seu bem estar e ao seu desempenho e não permite que ele se prepare e enfrente as situações ameaçadoras.
Qual a diferença entre medo e ansiedade?
A diferença entre medo e ansiedade é questão teórica. Como citado anteriormente, a ansiedade é uma sensação vaga e difusa que nos leva a enfrentar com sucesso as situações agradáveis ou não. Já o medo, que também é uma reação normal, difere da ansiedade porque é ligado a uma situação ou objeto específico que apresenta perigo, real ou imaginário, e nos leva a evitá-lo. Um exemplo é o medo de assalto. Todos evitamos as situações que possam nos deixar mais vulneráveis.
O que é a fobia?
A fobia envolve uma ansiedade persistente, intensa e irrealística, em resposta a uma situação específica, como por exemplo altura. A pessoa fóbica evita a situação que desencadeie a sua ansiedade ou suporta-a com grande sofrimento. Entretanto, ela reconhece que sua ansiedade é excessiva e consciente que tem um problema. Uma fobia é caracterizada por:
Medo excessivo, imensurável de um objeto ou situação;
Comportamento de esquiva em relação ao objeto temido;
Grande ansiedade antecipatória quando próximo do objeto em questão; e
Ausência de sintomas ansiosos quando longe da situação fóbica.
O que causa uma fobia ?
Existem diversas teorias para o aparecimento de uma fobia como a psicanalítica, a comportamental, a existencial e a biológica.
Segundo as teorias psicanalíticas, a fobia é um sinal para o ego de que um instinto inaceitável está exigindo representação e descargas conscientes (sintomas de ansiedade ou fobias). A ansiedade desperta o ego para que tome medidas defensivas contra as pressões interiores. Se a repressão não for bem sucedida, outros mecanismos psicológicos de defesa podem resultar em formação de sintomas.
Segundo as teorias comportamentais, a fobia é uma resposta condicionada a estímulos ambientais específicos. Uma pessoa pode aprender a ter uma resposta interna de ansiedade após uma experiência negativa ou imitando respostas ansiosas de seu meio social. A teoria cognitiva da fobia sugere que padrões de pensamentos incorretos, distorcidos, incapacitantes ou contra-producentes acompanham ou precedem os comportamentos desadaptados. Os pacientes que sofrem de fobia tendem a superestimar o grau e a probabilidade de perigo em uma determinada situação e a subestimar suas capacidades para lidar com ameaças percebidas ao seu bem-estar físico ou psicológico.
De acordo com as teorias existenciais, as pessoas ficam fóbicas ao se tornarem conscientes de um profundo vazio em suas vidas. A ansiedade é a resposta a este imenso vazio de existência e significado.
Pelas teorias biológicas, a fobia é definida como uma função mental e essas teorias criam hipóteses para sua representação cerebral. Essas teorias são baseadas em medições objetivas que comparam a função cerebral de pessoas normais com indivíduos com fobias, principalmente através do uso de medicamentos ansiolíticos (tranqüilizantes). É possível que certas pessoas sejam mais suscetíveis ao desenvolvimento de um transtorno de ansiedade, com base em uma sensibilidade biológica. Os três principais neurotransmissores associados às fobias são a noradrenalida, o ácido gama-aminobutírico (GABA) e a serotonina.
Quais são os principais distúrbios de ansiedade?
Os principais distúrbios de ansiedade são: ansiedade generalizada, ansiedade induzida por drogas ou problemas médicos, ataque de pânico, distúrbio do pânico, distúrbios fóbicos (agorafobia, fobia social, fobia generalizada etc.), transtorno obsessivo-compulsivo.
O que é o distúrbio de ansiedade generalizada?
O distúrbio de ansiedade generalizada é a ansiedade e preocupação excessiva, quase que diária, sobre uma série de atividades ou eventos, e que dura 6 meses ou mais. A ansiedade e a preocupação são intensas e de difícil controle, desproporcionais à situação e podem ser sobre as mais diversas questões como dinheiro, saúde etc. Nesse distúrbio, pelo menos três dos seguintes sintomas estão presentes: inquietação, fatiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e sono de má qualidade. O tratamento é realizado com a a associação de medicamentos (antidepressivos ou benzodiazepínicos) e psicoterapia comportamental.
O que é a ansiedade induzida por drogas ou doenças?
Neste distúrbio, a ansiedade é decorrente de problemas médicos ou uso de drogas lícitas ou ilícitas. As doenças que podem causar ansiedade são: infecções cerebrais, doenças do labirinto, distúrbios cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias), distúrbios endócrinos (hiper-atividade das glândulas tireóide ou supra-renal) e distúrbios respiratórios (asma, doença obstrutiva crônica do pulmão). Entre as drogas que podem causar ansiedade têm-se: álcool, cafeína, cocaína e diversas drogas medicamentosas. A ansiedade também pode ser causada quando se para de tomar determinados medicamentos ou drogas ilícitas.
Quais são os principais distúrbios fóbicos?
Os principias disturbios fóbicos são agorafogia, transtorno do estresse pós traumático, fobia social, fobias específicas.
O que é a agorafobia?
O termo "agorafobia" significa medo de lugares abertos. Na prática clínica designa medo de sair de casa ou de situações onde o socorro imediato não é possível. O termo, portanto, refere-se a um grupamento inter-relacionado e freqüentemente sobreposto de fobias que abrangem o medo de sair de casa, medo de entrar em lugares fechados (aviões, elevadores, cinemas etc.) multidões, lugares públicos, permanecer em uma fila, viajar de ônibus, trem ou automóvel, de se distanciar de casa e de estar só em uma destas situações. A agorafobia é uma complicação freqüente no transtorno de pânico, onde todas as situações temidas têm em comum o medo de passar mal e não ter socorro fácil ou imediato.
O que é a fobia social ou transtorno de ansiedade social?
A fobia social é o medo patológico de comer, beber, tremer, enrubescer, falar, escrever, enfim, de agir de forma ridícula na presença de outras pessoas. Uma característica importante da fobia social é a ansiedade antecipatória e o sofrimento durante a exposição.
O que são fobias específicas?
São fobias restritas a situações altamente específicas, como determinados animais, altura, trovão, escuro, espaços fechados, visão de sangue ou medo de exposição a doenças específicas. Apesar de a situação temida ser limitada, a iminência ou o contato com ela pode provocar um ataque de ansiedade aguda. Fobias específcias surgem na infância e podem persistir por toda a vida se permanecerem sem tratamento, como ocorre na maioria dos casos. O tratamento indicado é a terapia comportamental, com uso de técnicas como a dessensibilização ou "flooding", associadas a técnicas de relaxamento. Em alguns casos, o uso de benzodiazepínicos, por período limitado, pode ser útil.
O que é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático?
É um distúrbio de ansiedade que se desenvolve em pessoas que experimentaram estresse físico ou emocional de magnitude suficientemente traumática para um ser humano comum.
As principais características deste distúrbio são:
a re-experiência do trauma através de sonhos e pensamentos em vigília ("flash back");
torpor emocional para outras experiências relacionadas; e
sintomas físicos de ansiedade, depressão e dificuldades cognitivas.
A ansiedade e depressão estão comumente associadas e a ideação suicida pode ocorrer. Como exemplo, há as experiências de guerra, catástrofes naturais, estupro, acidentes sérios etc. Fatores predisponentes, como traços de personalidade ou presença de outros transtornos mentais, podem facilitar o aparecimento do transtorno ou agravar o seu curso, mas não são necessários nem suficientes para explicar a sua ocorrência. O início do quadro segue o trauma com um período de latência que pode variar de poucas semanas a meses, raramente excedendo a 6 meses. O curso é flutuante e a recuperação ocorre na maioria dos casos. O tratamento com psicoterapia de orientação psicanalítica, terapia cognitiva e a associação a psicofármacos, ansiolíticos ou antidepressivos, conforme a síndrome predominante, parecem trazer bons resultados.
O que é o transtorno-obsessivo compulsivo?
O Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou simplesmente TOC, é uma doença crônica caracterizada pela presença involuntária e intrusiva de obsessões e/ou compulsões. Obsessões são pensamentos, sentimentos, idéias, impulsos ou representações mentais vividos como intrusos e sem significado particular para o indivíduo. As obsessões mais comuns são as de limpeza e contaminação (por sujeira e doenças), verificação, escrupulosidade (moralidade), religiosas e sexuais.
Fonte: Emedix

Location:São Paulo, Brasil

segunda-feira, 5 de março de 2012

Marcar Consultas Online

Cansado de ligar para o consultório do seu médico e deixar recado?

Não gosta de falar com a secretária do seu médico?

Tem dificuldades em marcar consulta?

Bem, por enquanto gratuitamente, seus problemas acabaram.

Acaba de ser lançado no Brasil o serviço de marcação de consultas online:

Go2Doc

Nesse site, se seu médico estiver cadastrado, você pode marcar sua consulta pela internet, sem a preocupação de não ter horário. Você marca com antecedência, e o sistema avisa seu médico.

Simples assim.

Se quiserem, visitem o meu perfil: PERFIL DO DR. DANIEL NO GO2DOC

Como eu disse, por enquanto o serviço é grátis.

Posteriormente, é possível que se torne pago.

Mas certamente vale a pena.

Depressão: Perguntas e Respostas

Depressão

Depressão é um transtorno mental, sem causa definida, que afeta o humor levando a perda de interesse e prazer em quase todas as atividades do dia a dia. O indivíduo fica triste, angustiado e irritável. Afeta cerca de 17% da população, sendo mais comum sua incidência no sexo feminino na proporção de duas mulheres para cada homem. Pode ser tratada através de medicamentos anti-depressivos (atualmente dispõe-se de grande variedade) e de psicoterapia.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Além de se sentir deprimido, para pensarmos no diagnóstico de depressão, é necessário que você tenha no mínimo quatro destes sintomas presentes nas últimas 2 semanas. Eles são:
• Mudança significativa no apetite ou no peso sem outras causas.
• Alteração no padrão de sono, geralmente insônia, mas pode ser também sonolência excessiva.
• Modificação no ritmo das atividades (tanto lentidão como agitação).
• Fadiga ou cansaço.
• Sentimentos de desesperança ou culpa inapropriada. • Dificuldade de concentração para tomar decisões.
• Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
• Perda significativa de habilidade para se relacionar socialmente, em casa ou no local de trabalho.
• Perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades.
• Perda de controle emocional.
• Perda de concentração e motivação.
• Sentimento de inutilidade.

QUANDO PROCURAR UM ESPECIALISTA? Se você sentir os sintomas de depressão poderá marcar consulta com seu médico generalista, que por sua vez, nos casos de incerteza sobre o diagnóstico, respostas insatisfatórias ao tratamento inicial, ou quando detectar risco de auto-agressão ou suicídio ele poderá encaminhá-lo ao psiquiatra, que é um médico especializado no tratamento de transtornos psíquicos.


QUAL O TRATAMENTO? A medicação antidepressiva é o meio mais rápido e eficaz para restaurar sua saúde mental. A psicoterapia ou aconselhamento também são usados na depressão, pois podem ajudá-lo a elucidar questões que desencadeiam o problema e a encontrar meios de prevenir novos episódios.

EM QUANTO TEMPO OS REMÉDIOS COMEÇAM A FAZER EFEITO?

A partir da segunda semana de uso. Em geral 80% dos deprimidos melhoram em quatro a seis semanas. Às vezes o médico precisará alterar a dosagem da medicação.

HAVENDO MELHORA, POR QUANTO TEMPO DEVEM SER MANTIDOS OS MEDICAMENTOS?

A mesma dose de remédio eficaz para tratar a depressão deve ser usada por cerca de 6 meses após a remissão (melhora completa) do episódio. Caso contrário, pode haver uma recaída. Após este período, é possível a redução e suspensão da dose. Em quase 50% dos casos, após alguns meses do término do tratamento, poderá haver depressão recorrente, necessitando medicamento por mais tempo.

QUANDO PROCURAR UM PRONTO-ATENDIMENTO?

Você terá necessidade de um atendimento de urgência (Pronto-Socorro) diante do agravamento dos seus sintomas ou se você tiver pensamentos de auto agressão ou suicídio.

EXISTEM AUTOCUIDADOS?

Além das indicações médicas e de outros profissionais, existem também alguns procedimentos que poderão ajudá-lo a controlar sua depressão, são eles:

• Discutir seus sentimentos com a família ou amigos.
• Procurar auxílio de um profissional.
• Evitar medicamentos não prescritos.
• Evitar bebidas alcoólicas.
• Checar com seu médico clínico se os remédios prescritos podem ter um efeito causador de depressão.
• Praticar exercícios regularmente.
• Dividir as grandes tarefas em menores, estabelecendo prioridades.
• Procurar ficar com outras pessoas, é melhor do que se isolar.
• Tentar não tomar grandes decisões, até sentir-se melhor.
• Não aceitar pensamentos negativos como seus. Eles fazem parte da doença e desaparecerão com a continuidade do tratamento.
• Tomar regularmente os medicamentos prescritos, nunca interromper o tratamento sem ordem médica.

domingo, 4 de março de 2012

Perguntas e Respostas Sobre ECT

A Eletroconvulsoterapia (ECT) consiste em um tratamento em que uma carga elétrica é aplicada na cabeça do paciente com o intuito de induzir uma crise convulsiva e assim tratar alguns transtornos psiquiátricos.

As perguntas e respostas a seguir foram extraídas do site ECT.

Questoes mais freqüentes:


O eletrochoque nao é um tratamento ultrapassado?


Muitas pessoas ficam surpresas quando descobrem que ainda se faz eletrochoque na atualidade. Infelizmente, há um grande desconhecimento por parte de muitos e um preconceito por parte de alguns a respeito da eletroconvulsoterapia (antigamente conhecida como eletrochoque). Correntes do tipo " antipsiquiatria" insistem em criticar os procedimentos psiquiátricos, correndo-se o risco de privar os pacientes de tratamentos adequados e humanos.
A eletroconvulsoterapia (ECT) foi o primeiro tratamento comprovadamente eficaz para transtornos psiquiátricos. Surgiu no final dos anos trinta (enquanto que as principais medicaçoes psiquiátricas surgiram nos anos cinqüenta) como um possível tratamento para a esquizofrenia. Contudo, com o passar do tempo, observou-se que era muito mais eficaz para o tratamento da depressao. Com o surgimento das medicaçoes, pensou-se que a ECT viria a se tornar obsoleta (como aconteceu com outros tipos de tratamento como a insulinoterapia e a induçao de febre malárica). No entanto, após a difusao do uso de medicaçoes, observou-se que estas possuíam várias limitaçoes (longo tempo para o início da açao, efeitos colaterais) e que, em alguns casos nao eram capazes de remitir o quadro. Após um tempo de declínio no uso da ECT, este foi retomado e a técnica bastante aprimorada. Surgiram aparelhos modernos que permitem um controle preciso da carga fornecida, introduziu-se a anestesia geral com relaxamento muscular e oxigenaçao, além de monitorizaçao detalhada das funçoes vitais durante o tratamento.
Nos Estados Unidos, aproximadamente 50.000 pessoas por ano recebem tratamentos com ECT. Taxas semelhantes ocorrem em outros países desenvolvidos. No Brasil nao há estatísticas a respeito do seu uso.


O eletrochoque nao é um tratamento agressivo?


Deve-se esclarecer o que se entende por "agressivo". Em geral se faz referencia a certo grau de "invasao" do procedimento no corpo do paciente. Nesse sentido, procedimentos como cirurgias gerais e neurocirurgias sao tratamentos podem ser chamados "agressivos". Em comparaçao com estes procedimentos médicos, a ECT é muito menos "agressiva", pois, como nas cirurgias, os pacientes recebem o "choque" sob anestesia e, de forma diferente das cirurgias, nao há seqüelas ou cicatrizes, havendo uma recuperaçao total.

O eletrochoque nao é uma punição?

O choque elétrico já foi utilizado de forma errada. Outros procedimentos médicos e odontológicos também já foram utilizados para fins escusos (basta citar a tortura, por exemplo). Infelizmente, técnicas boas e terapeuticas sempre correm o risco de ser utilizadas para o mal. Na atualidade, a utilizaçao de conhecimentos médicos (incluindo as técnicas de ECT) para outros fins que nao o terapeutico é considerada um crime que deve ser punido conforme a legislaçao.

O eletrochoque nao é um tratamento para pessoas loucas e violentas?

Como já explicado anteriormente, a principal utilidade da ECT é nos transtornos depressivos. Nestes, os pacientes nao estao nem "loucos" nem " violentos". Pelo contrário, as suas funçoes psíquicas estao lentificadas e o seu comportamento "calmo em excesso". Alguns pacientes vulgarmente chamados "loucos" (tecnicamente chamados "psicóticos", ou seja, que apresentam alucinaçoes e delírios) podem também se beneficiar com o tratamento com ECT. Comportamentos violentos nao sao, comumente, uma indicaçao para o uso da ECT.


O eletrochoque nao queima o cérebro?


Deve-se ter em mente que a técnica para a utilizaçao da ECT evoluiu muito nos últimos anos. Continuando com a comparaçao com outros procedimentos médicos, nao se pode comparar uma cirurgia que é realizada atualmente com a que era realizada há 50 anos atrás. No caso da ECT, os aparelhos utilizados inicialmente forneciam cargas freqüentemente muito acima do que era necessário. Além disso, nao se utilizava anestesia nem oxigenaçao. Por este motivo, alguns pacientes tinham crises muito longas e corriam o risco de sofrer uma anóxia (diminuiçao da quantidade de oxigenio ) cerebral, possivelmente com lesao. Na atualidade este risco é inexistente e todas as pesquisas sobre o assunto comprovam que nao há nenhum tipo de lesao permanente do cérebro.


O eletrochoque nao dói?


Para se evitar qualquer tipo de dor é utilizada a anestesia geral de curta duraçao (pois o tratamento dura poucos segundos).
Para que se obtenha a convulsao, a carga deve ter uma intensidade suficiente para atingir o que se chama limiar convulsivo. Este limiar varia muito de pessoa para pessoa, sendo que alguns precisam de cargas maiores e outros, menores. Caso, em uma aplicaçao, nao se atinja a carga suficiente, haverá o que se chama "crise frustra". Se nao estivesse sob efeito de anestesia, o paciente sentiria dor quando houvesse uma "crise frustra".